Notas etnográficas sobre uma paisagem: aprendendo sobre questões mais que humanas com um terreiro de candomblé

O que as relações de um terreiro nos contam sobre a história do bairro onde ele está inserido? No presente estudo penso o terreiro como uma relação em construção, um devir, e como tal ele muda, se adapta, cresce e encolhe. Situado em um bairro que há menos de uma década ainda era zona rural, o Ilê A...

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שמור ב:
מידע ביבליוגרפי
הוצא לאור ב:URI:https://journals.openedition.org/horizontes,
מחבר ראשי: Silva, Hugo Weslley Oliveira
פורמט: Article ou chapitre numérique
שפה:Portugais
יצא לאור: Horizontes Antropológicos 2025
נושאים:
גישה מקוונת:Accès Université d'Orléans et IFPM
תיאור
סיכום:O que as relações de um terreiro nos contam sobre a história do bairro onde ele está inserido? No presente estudo penso o terreiro como uma relação em construção, um devir, e como tal ele muda, se adapta, cresce e encolhe. Situado em um bairro que há menos de uma década ainda era zona rural, o Ilê Axé Ojú Obá Ayrá e Nanã (Caruaru, Pernambuco) é um terreiro em construção física e espiritual, ele traz em si materialidades que nos ajudam a pensar em como agentes mais que humanos passam a integrar paisagens criadas a partir das interações com a humanidade e suas espécies companheiras. A presente discussão se debruça sobre uma antropologia das relações entre religião afro-ameríndia e questões multiespécies na composição de uma relação com o terreiro. Faz-se possível apontar o terreiro como um agente dileto para pensarmos em relações mais que humanas.