“Na realidade, Portugal, Moçambique, Brasil… eu ligo muito à ideia de nação portuguesa”: ligar o que a vida separou

O texto tem por base uma etnografia realizada com três gerações de três famílias que integraram as elites coloniais portuguesas: a primeira geração partiu de Portugal, nos anos 1950/60, para viver em Moçambique e daí partiu, depois de 1974, para o Brasil, onde já nasceram os membros da terceira gera...

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Detalles Bibliográficos
Publicado en:URI:https://journals.openedition.org/horizontes,
Auteurs principaux: Silvano, Filomena, Rosales, Marta Vilar
Formato: Article ou chapitre numérique
Idioma:Portugais
Publicado: Horizontes Antropológicos 2015
Sujets:
Acceso en liña:Accès Université d'Orléans et IFPM
Descripción
Résumé:O texto tem por base uma etnografia realizada com três gerações de três famílias que integraram as elites coloniais portuguesas: a primeira geração partiu de Portugal, nos anos 1950/60, para viver em Moçambique e daí partiu, depois de 1974, para o Brasil, onde já nasceram os membros da terceira geração. Pretende contribuir para uma concepção da noção de diáspora sustentada na observação das práticas e das representações de pessoas concretas em situações de deslocação espacial também elas concretas. Para tal faz um entrosamento entre a discussão académica que tem envolvido a noção nas últimas décadas e a ideia de diáspora agenciada pelos membros das famílias estudadas (“diáspora colonial”). Termina afirmando que os conteúdos que lhe são atribuídos estão relacionados com as condições objetivas e subjetivas dos percursos experimentados por quem os convoca. No final, o texto aborda o papel que os objetos deslocados assumem na construção da ideia de diáspora.