Aborto e corporalidade

O artigo analisa representações do aborto por meio do discurso e imagens contidas em documentários. Na controvérsia do aborto no espaço público, grupos alinhados pró-vida e pró-escolha buscam o audiovisual como meio de propagar suas mensagens políticas. A retórica visual pró-vida recorre a imagens d...

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Detalles Bibliográficos
Publicado en:URI:https://journals.openedition.org/horizontes,
Autor principal: Luna, Naara
Formato: Article ou chapitre numérique
Lenguaje:Portugais
Publicado: Horizontes Antropológicos 2014
Materias:
Acceso en línea:Accès Université d'Orléans et IFPM
Descripción
Sumario:O artigo analisa representações do aborto por meio do discurso e imagens contidas em documentários. Na controvérsia do aborto no espaço público, grupos alinhados pró-vida e pró-escolha buscam o audiovisual como meio de propagar suas mensagens políticas. A retórica visual pró-vida recorre a imagens de diferentes estágios do desenvolvimento para provar a individualidade de embriões e fetos e sua condição de pessoa dotada de direitos. O movimento pró-escolha constrói seu discurso por meio de relatos de pessoas que passaram pela experiência do aborto, enfatizando o sofrimento e a violência da criminalização e da clandestinidade. O foco é a mulher como sujeito moral. A exceção está no tópico da anencefalia, quando imagens são usadas para representar a figura do “bebê sem cérebro” inviável. A partir do sofrimento e da violência, fetos e mulheres são apresentados como vítimas pelos diferentes lados da disputa, modo de reivindicar acesso a direitos.