A opção de Mariza Corrêa pelo etnógrafo oitocentista
A busca por vincular as ciências sociais a um princípio evolucionista das ciências naturais no Brasil do final do século XIX fez emergir a figura do observador da diferença, entendido como alguém que reconheceria nas raças inferiores as raízes da nacionalidade sem identificar-se com elas. Na década...
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| In: | URI:https://journals.openedition.org/horizontes, |
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| Main Author: | |
| Format: | Article ou chapitre numérique |
| Language: | Portugais |
| Published: |
Horizontes Antropológicos
2022
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| Subjects: | |
| Online Access: | Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Summary: | A busca por vincular as ciências sociais a um princípio evolucionista das ciências naturais no Brasil do final do século XIX fez emergir a figura do observador da diferença, entendido como alguém que reconheceria nas raças inferiores as raízes da nacionalidade sem identificar-se com elas. Na década de 1980, Mariza Corrêa viu nesse personagem – representado na obra dela por Raimundo Nina Rodrigues – um valioso contraponto a autores do século XX inclinados a minimizar os conflitos raciais existentes na sociedade brasileira. Este artigo visa a demonstrar que, ao considerar-se herdeira do etnógrafo oitocentista como observador da diferença e do conflito, a autora deixou de explorar o conflito em torno da demarcação da própria diferença entre o etnógrafo que observa e os grupos étnicos observados, conflito que envolveu escritores de norte a sul do país no século XIX e de cuja existência há inclusive indícios significativos no trabalho dela. |
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