“Vem! É só segurar o violino assim e olhar pra frente” – o que as crianças podem nos ensinar sobre fazer música (e fazer antropologia)?

Em 2013, uma família de jovens músicos no estado do Ceará iniciou um projeto de educação musical na sua comunidade. Funcionando na sua própria casa, no bairro Novo Mondubim, um bairro popular situado na periferia sudoeste da cidade de Fortaleza, a família Cruz se organiza entre seus oito membros (a...

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Dans:URI:https://journals.openedition.org/horizontes,
Auteur principal: Braz, Paula Bessa
Format: Article ou chapitre numérique
Langue:Portugais
Publié: Horizontes Antropológicos 2021
Sujets:
Accès en ligne:Accès Université d'Orléans et IFPM
Description
Résumé:Em 2013, uma família de jovens músicos no estado do Ceará iniciou um projeto de educação musical na sua comunidade. Funcionando na sua própria casa, no bairro Novo Mondubim, um bairro popular situado na periferia sudoeste da cidade de Fortaleza, a família Cruz se organiza entre seus oito membros (a mãe, o pai e os seis irmãos) para ensinar música erudita às crianças do bairro. A partir da discussão de um trecho da etnografia do cotidiano do projeto, em que brincadeiras e apresentações musicais se alternam e se complementam, este ensaio propõe uma abordagem desse fazer musical erudito que considere a experiência dessas crianças e suas próprias narrativas a respeito do que é tocar e das formas como elas, às suas maneiras, refletem sobre a prática musical ali empreendida.