A pandemia de Covid-19 na UTI
Neste artigo, traço alguns comentários sobre a taxa de ocupação de leitos de UTI a partir do caso de Porto Alegre, Brasil, nos primeiros seis meses de pandemia de Sars-CoV-2. Argumento como a produção e o uso dessas taxas, por parte da Prefeitura Municipal, ganha ares técnicos que deixam de lado uma...
Gardado en:
| Publicado en: | URI:https://journals.openedition.org/horizontes, |
|---|---|
| Autor Principal: | |
| Formato: | Article ou chapitre numérique |
| Idioma: | Portugais |
| Publicado: |
Horizontes Antropológicos
2021
|
| Sujets: | |
| Acceso en liña: | Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Résumé: | Neste artigo, traço alguns comentários sobre a taxa de ocupação de leitos de UTI a partir do caso de Porto Alegre, Brasil, nos primeiros seis meses de pandemia de Sars-CoV-2. Argumento como a produção e o uso dessas taxas, por parte da Prefeitura Municipal, ganha ares técnicos que deixam de lado uma série de complexidades. Acompanhando os dados de ocupação dos leitos e as medidas adotadas pela prefeitura da cidade, argumento como as escolhas e decisões políticas no combate à pandemia são baseadas em outros critérios que não exclusivamente técnicos. Apoio-me em discussões sobre quantificação da sociedade e política dos números em diálogo com a noção de “necropolítica” de Achille Mbembe. Tento pensar a taxa como um dispositivo da necropolítica que, ao legitimar a flexibilização da quarentena, expõe populações vulneráveis aos riscos. |
|---|