Conflitos, verdades e política no Museu da Escravidão e da Liberdade no Rio de Janeiro

Esse artigo se propõe a analisar a tentativa de implementação do Museu da Escravidão e da Liberdade (MEL), marcada por sucessivas dificuldades e cujo intuito é trazer a “verdade” sobre a escravidão. Acreditamos que o MEL se encontre no cerne de intensas disputas políticas mais amplas, daí as adversi...

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Gardado en:
Detalles Bibliográficos
Publicado en:URI:https://journals.openedition.org/horizontes,
Auteurs principaux: Vassallo, Simone Pondé, Rodríguez Cáceres, Luz Stella
Formato: Article ou chapitre numérique
Idioma:Portugais
Publicado: Horizontes Antropológicos 2019
Sujets:
Acceso en liña:Accès Université d'Orléans et IFPM
Descripción
Résumé:Esse artigo se propõe a analisar a tentativa de implementação do Museu da Escravidão e da Liberdade (MEL), marcada por sucessivas dificuldades e cujo intuito é trazer a “verdade” sobre a escravidão. Acreditamos que o MEL se encontre no cerne de intensas disputas políticas mais amplas, daí as adversidades que encontra. Por um lado, ele expressa as dificuldades do movimento negro em trazer a público as memórias da escravidão. Por outro, ele revela os embates entre projetos voltados para ações afirmativas, reparação e reconhecimento no novo contexto político conservador que ocorre tanto na administração pública federal quanto na municipal. Para tanto, nos inspiramos na noção de “rituais abortivos”, de Trouillot, para quem as evocações memorialísticas e os pedidos públicos contemporâneos de desculpas por crimes cometidos no passado esvaziam-se do seu potencial político e não possuem um caráter verdadeiramente transformador.