Entre a infância e o sonho: pedagogia guna da autonomia (Panamá)
Este artigo discute o desenvolvimento infantil e a produção social da condição de autonomia entre os Guna (“Kuna”), povo que habita tradicionalmente o arquipélago de San Blás, na porção oriental da costa atlântica do Panamá. Meu objetivo é ressaltar o estatuto do sonho como experiência pessoal que s...
Wedi'i Gadw mewn:
| Cyhoeddwyd yn: | URI:https://journals.openedition.org/horizontes, |
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| Fformat: | Article ou chapitre numérique |
| Iaith: | Portugais |
| Cyhoeddwyd: |
Horizontes Antropológicos
2018
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| Pynciau: | |
| Mynediad Ar-lein: | Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Crynodeb: | Este artigo discute o desenvolvimento infantil e a produção social da condição de autonomia entre os Guna (“Kuna”), povo que habita tradicionalmente o arquipélago de San Blás, na porção oriental da costa atlântica do Panamá. Meu objetivo é ressaltar o estatuto do sonho como experiência pessoal que serve de contexto ou “moldura” para a prática pedagógica. Considerando os processos de aquisição no período da infância, e passando pela discussão clássica ameríndia sobre retórica e poder, argumento que a filosofia social guna estabelece uma correlação sofisticada entre o discurso cultural dominante e sua possibilidade de fuga. Ela expressa o ideal de vida compartilhada (bulagwa iddoged, “sentir-se junto”) enquanto enfatiza a autonomia pessoal como o meio para realizá-lo. Essa ambivalência foi bem expressa por Atencio López, intelectual e ativista guna que me disse: “O mundo gira igual e diferente para todos.” |
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