Os outros da festa: um sobrevoo por festivais yawanawa e huni kuin
Este artigo reflete sobre relações dos Yawanawa e dos Huni Kuin, povos de língua pano residentes no Acre, com os nawa (“brancos”), especialmente com religiões ayahuasqueiras e movimentos (neo)xamânicos. Atualmente, algumas aldeias yawanawa e huni kuin vêm promovendo festivais, como um modo de aprese...
Sparad:
| I publikationen: | URI:https://journals.openedition.org/horizontes, |
|---|---|
| Huvudupphovsman: | |
| Materialtyp: | Article ou chapitre numérique |
| Språk: | Portugais |
| Publicerad: |
Horizontes Antropológicos
2018
|
| Ämnen: | |
| Länkar: | Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Sammanfattning: | Este artigo reflete sobre relações dos Yawanawa e dos Huni Kuin, povos de língua pano residentes no Acre, com os nawa (“brancos”), especialmente com religiões ayahuasqueiras e movimentos (neo)xamânicos. Atualmente, algumas aldeias yawanawa e huni kuin vêm promovendo festivais, como um modo de apresentar a cultura. Como bons anfitriões, recebem com beleza e entusiasmo os nawa (“brancos”) para fazer festa e sentir a força da floresta. Analisaremos como certos modos expressivos emergem destes encontros e sobre o que são capazes de produzir em termos de novos arranjos. Consideraremos a centralidade das festas e da ayahuasca em processos inventivos da cultura, evidenciando traduções de mundos diversos, por meio de fluxos multidirecionais de entendimentos, categorias e práticas festivas e xamânicas. Acompanharemos os caminhos de usos e transformações do chá, aqui designado pelo nome local “cipó” – em suas multiplicidades ontológicas enquanto daime, uni ou nixi pae – a partir da diversidade de relações que indígenas yawanawa e huni kuin estabelecem com religiões ayahuasqueiras, especialmente com o Santo Daime. |
|---|