Centauros de motocicleta: o cavalo como testemunha do “processo domesticatório” do gaúcho
O presente artigo discute como gaúchos e cavalos compartilham uma trajetória de relações que configuram um processo domesticatório comum, no universo da pecuária no pampa brasileiro – considerando tal processo como parte dos movimentos das elites econômicas e políticas no sentido de burocratização e...
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| Publicado en: | URI:https://journals.openedition.org/horizontes, |
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| Auteurs principaux: | , , |
| Formato: | Article ou chapitre numérique |
| Idioma: | Portugais |
| Publicado: |
Horizontes Antropológicos
2017
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| Sujets: | |
| Acceso en liña: | Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Résumé: | O presente artigo discute como gaúchos e cavalos compartilham uma trajetória de relações que configuram um processo domesticatório comum, no universo da pecuária no pampa brasileiro – considerando tal processo como parte dos movimentos das elites econômicas e políticas no sentido de burocratização e racionalização do trabalho e da produção nas estâncias de criação de gado bovino. A noção de “sujeição” dos cavalos domados, como fruto da negociação de forças que envolve o emprego das técnicas da chamada doma tradicional ou doma gaúcha, empreendimento em que se privilegia o uso da força bruta como forma de “ensinar” os equinos, acompanha a histórica burocratização da pessoa do trabalhador rural da lida campeira. Os dados etnográficos que embasam esta pesquisa foram elaborados a partir de trabalho de campo realizado entre os anos de 2010 e 2014, com o intuito de subsidiar as análises do Inventário Nacional de Referências Culturais – Lidas Campeiras na Região de Bagé/RS, bem como seus desdobramentos. |
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