“O que você faz pelo cérebro do seu filho, Viviane?”: a ciência como paradigma da parentalidade
Os modelos de parentalidade variam ao longo do tempo e dos contextos nos quais crianças e cuidadores estão inseridos. Contudo, mudanças sociais, históricas e culturais passaram a estabelecer como parâmetro um modelo de parentalidade aprendido formalmente e justificado na ciência, em especial na neur...
Salvato in:
| Pubblicato in: | URI:https://journals.openedition.org/horizontes, |
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| Autore principale: | |
| Natura: | Article ou chapitre numérique |
| Lingua: | Portugais |
| Pubblicazione: |
Horizontes Antropológicos
2026
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| Soggetti: | |
| Accesso online: | Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Riassunto: | Os modelos de parentalidade variam ao longo do tempo e dos contextos nos quais crianças e cuidadores estão inseridos. Contudo, mudanças sociais, históricas e culturais passaram a estabelecer como parâmetro um modelo de parentalidade aprendido formalmente e justificado na ciência, em especial na neurociência. Baseado em uma pesquisa empírica que analisou o discurso de formação parental e a recepção desse material por famílias de classes médias urbanas brasileiras altamente escolarizadas, o artigo discute essa parentalidade científica, apresentando suas origens e como ela se apresenta nas fontes pesquisadas. A imposição dessa parentalidade científica como padrão único é questionada por ignorar a diversidade e as condições materiais de diferentes grupos. Por fim, as opiniões coletadas em um questionário aplicado a 259 pessoas e entrevistas com três mães nuançam essa crença inquestionável na ciência, abrindo espaço para as noções de instinto, prática e transmissão geracional. |
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