Raçudas: meninas negras criando ontologias musculares
Este artigo analisa os modos de produção das corporalidades entre jovens negras boxeadoras no Rio de Janeiro e evidencia como essas experiências estão envoltas em tensões de estruturas raciais, de classe, de gênero e sexualidade e expressam as lutas pelo reconhecimento das subjetividades negras como...
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| Publicado en: | URI:https://journals.openedition.org/horizontes, |
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| Autor Principal: | |
| Formato: | Article ou chapitre numérique |
| Idioma: | Portugais |
| Publicado: |
Horizontes Antropológicos
2025
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| Sujets: | |
| Acceso en liña: | Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Résumé: | Este artigo analisa os modos de produção das corporalidades entre jovens negras boxeadoras no Rio de Janeiro e evidencia como essas experiências estão envoltas em tensões de estruturas raciais, de classe, de gênero e sexualidade e expressam as lutas pelo reconhecimento das subjetividades negras como locais cruciais no processo de descolonização. Ofereço reflexões em torno do que chamo de “ontologias musculares fugitivas”, isto é, respostas corporais criadas em contextos de violência racial e de gênero. Ao criarem táticas de autodefesa, as boxeadoras criam, coetaneamente, um projeto político do que é ser menina negra e do que é se tornar mulher negra no Brasil. Por fim, dou ênfase na luta por direitos em territórios de favelas através de uma investida nas corporalidades em contraste com visões normativas que pregam pelo valor universal desses direitos e vislumbro o campo da corporalidade como lugar analítico para abordar o tema dos direitos humanos. |
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