Corpos deslocados como um tropo da recusa à contemporaneidade
A intensa mobilidade é uma característica notada no contexto de travestis que atuam nos mercados do sexo. Os estudos sobre o tema costumam enfatizar que essa mobilidade possui relação com um projeto de refinamento, ascensão social, maior bem-estar social, simbólico e econômico, além de servir como u...
Sparad:
| I publikationen: | URI:https://journals.openedition.org/horizontes, |
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| Huvudupphovsman: | |
| Materialtyp: | Article ou chapitre numérique |
| Språk: | Portugais |
| Publicerad: |
Horizontes Antropológicos
2025
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| Länkar: | Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Sammanfattning: | A intensa mobilidade é uma característica notada no contexto de travestis que atuam nos mercados do sexo. Os estudos sobre o tema costumam enfatizar que essa mobilidade possui relação com um projeto de refinamento, ascensão social, maior bem-estar social, simbólico e econômico, além de servir como um projeto de transformação e embelezamento dos corpos. Com base em um trabalho etnográfico realizado entre 2016 e 2020 nas cidades de São Carlos (SP), Franca (SP) e Campo Grande (MS), argumento que os corpos deslocados, no sentido de transitar por lugares e de modificações físicas, não são resultado de um projeto ou de um imperativo colocado por condições socioeconômicas. No contexto observado os corpos deslocados são um modo de estar no mundo, as transformações corporais ocorrem durante os deslocamentos, não em função deles. Seguindo esse argumento sugiro que esses corpos oferecem a possibilidade de serem lidos como um tropo da recusa da contemporaneidade, não como resistência, mas como potencialidade de criação. |
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