L’anthroponymie des chrétiens arabisés de la péninsule Ibérique médiévale : le double nom des « mozarabes », IXe-XIIIe siècles
Nas três etapas da sua existência na Península Ibérica medieval, os cristãos arabizados, tradicionalmente denominados “moçárabes”, caraterizam-se pelo fenómeno do duplo nome, árabe e latino-cristão, seja no al-Andalus omíada e taifal (sécs. IX-XI), nos reinos cristãos do Norte, principalmente no de...
Spremljeno u:
| Izdano u: | URI:https://journals.openedition.org/hamsa, |
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| Glavni autor: | |
| Format: | Article ou chapitre numérique |
| Jezik: | Français |
| Izdano: |
Hamsa
2021
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| Teme: | |
| Online pristup: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Sažetak: | Nas três etapas da sua existência na Península Ibérica medieval, os cristãos arabizados, tradicionalmente denominados “moçárabes”, caraterizam-se pelo fenómeno do duplo nome, árabe e latino-cristão, seja no al-Andalus omíada e taifal (sécs. IX-XI), nos reinos cristãos do Norte, principalmente no de Leão (sécs. IX-XI) ou, finalmente, na Toledo da pretensa Reconquista (sécs. XII-XIII). Este fenómeno nasce, evidentemente, na Córdova omíada, apesar da rarefação das fontes disponíveis a este respeito (quer árabes, quer latinas, cada uma delas empregando o sistema correspondente à língua utilizada). Afirma-se plenamente em Leão, com a abundância de nomes árabes (e não “arabizados”), combinados com os de origem cristã, latina ou gótica, na profusão documental disponível, que não deixa dúvidas quanto à presença de uma população cristã “arabizada”, qualquer que seja a sua controversa origem. Enfim, e paradoxalmente, sobrevive e afirma-se na documentação árabe dos “moçárabes” da Toledo cristã. Este fenómeno não pode ser considerado senão como a marca de uma dupla cultura daqueles que são portadores dessa dualidade onomástica. |
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