Liturgia criptojudaica e messianismo: duplos, messias, D. Sebastião e as Trovas de Bandarra
Após a conversão forçada dos judeus em 1497, muitos cristãos-novos mantiveram o vínculo ao seu ancestral culto judaico, mantendo-o na clandestinidade e transmitindo-o às gerações seguintes até ao século XX. Tal permitiu que o sistema de crenças criptojudeu sobrevivesse durante séculos às agruras das...
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| Publicado en: | URI:https://journals.openedition.org/hamsa, |
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| Autor principal: | |
| Formato: | Article ou chapitre numérique |
| Lenguaje: | Portugais |
| Publicado: |
Hamsa
2025
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| Materias: | |
| Acceso en línea: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Sumario: | Após a conversão forçada dos judeus em 1497, muitos cristãos-novos mantiveram o vínculo ao seu ancestral culto judaico, mantendo-o na clandestinidade e transmitindo-o às gerações seguintes até ao século XX. Tal permitiu que o sistema de crenças criptojudeu sobrevivesse durante séculos às agruras das perseguições religiosas e que tenha evoluído paralelamente a movimentos de cariz messiânico, como o sebastianismo, levantando a questão da conexão que estabelecem. Nesse sentido, partindo das crenças soteriológicas judeo-cristãs, presentes na liturgia criptojudaica, nomeadamente as figuras do duplo, procuraremos entender o seu enraizamento no culto, bem como estabelecer um paralelo entre o criptojudaísmo, o messianismo judaico e o sebastianismo, questionando a sua intrínseca conexão, através, nomeadamente das Trovas de Bandarra. |
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