O Brasil como Brasiliana: uma biblioteca portuguesa e sua “república luso-brasileira das letras” em meados do século xx
O interesse português pelo tema Brasil avançou na primeira metade do século xx e não esteve restrito a grandes colecionadores e às edições raras e mais bibliófilas. Neste artigo, interessa-nos compreender o contexto e a formação de bibliotecas Brasilianas, quer fossem particulares ou oficiais, envia...
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| Publicado no: | URI:https://journals.openedition.org/framespa, |
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| Autor principal: | |
| Formato: | Article ou chapitre numérique |
| Idioma: | Portugais |
| Publicado em: |
Les Cahiers de Framespa
2020
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| Assuntos: | |
| Acesso em linha: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Resumo: | O interesse português pelo tema Brasil avançou na primeira metade do século xx e não esteve restrito a grandes colecionadores e às edições raras e mais bibliófilas. Neste artigo, interessa-nos compreender o contexto e a formação de bibliotecas Brasilianas, quer fossem particulares ou oficiais, enviadas do Brasil a Portugal. De modo mais vertical, serão analisados os modos de seleção, aquisição e envio dos livros brasileiros para a Brasiliana pessoal de Joaquim de Carvalho (1892-1958), professor e ex-diretor da Imprensa da Universidade de Coimbra, até o seu fechamento por Salazar (1934). A partir de fontes epistolares e da própria materialidade dos livros, é possível acompanhar modos de recepção cultural e constatar a existência de uma heterogênea teia comunicativa com universitários, scholars, editores, livreiros, que demonstra ainda os seus contornos de alternativa ao intercâmbio oficial entre os dois países e uma pergunta de fundo: “o que é preciso ler para conhecer o Brasil?”. |
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