Empresários, artistas e empregados: estrutura e recomposição social no circo

Este artigo inicia-se com a descrição de um momento quotidiano dos circos portugueses: aquele em que toda a companhia desconhece se o espectáculo se realiza ou não. Se a possibilidade de não realização do espectáculo reúne a insatisfação geral, estes momentos de espera revelam de uma forma clara a t...

Descrizione completa

Salvato in:
Dettagli Bibliografici
Pubblicato in:URI:https://journals.openedition.org/etnografica,
Autori principali: Afonso, Joana, Antunes, Maria José Lobo
Natura: Article ou chapitre numérique
Lingua:Portugais
Pubblicazione: Etnográfica 2022
Accesso online:Accès Université d'Orléans et IFPM
Accès Université d'Orléans et IFPM
Descrizione
Riassunto:Este artigo inicia-se com a descrição de um momento quotidiano dos circos portugueses: aquele em que toda a companhia desconhece se o espectáculo se realiza ou não. Se a possibilidade de não realização do espectáculo reúne a insatisfação geral, estes momentos de espera revelam de uma forma clara a tensão latente no ambiente das companhias e as divergências que resultam da posição que cada um ocupa na estrutura social da comunidade. Por essa razão o escolhemos como ponto de partida para a caracterização da estrutura e organização social do circo português. Uma vez apresentados estes elementos, este artigo pretende ainda demonstrar que, mais do que uma estrutura social que concede a cada indivíduo um lugar fixo e inalterável, a organização social do circo encontra-se sujeita a um desígnio de transformação, que permite a cada indivíduo ocupar ao longo de uma vida posições estruturais aparentemente inconciliáveis.