Os não-homens-homossexuais e as não-mulheres-lésbicas: contributo para a compreensão da origem das narrativas homofóbicas em Portugal
Em Portugal, desde o fim do século XIX e durante as primeiras décadas do século XX, discursos médicos e jurídicos entrelaçaram-se de forma a estabelecer aquilo que pretendiam que fosse a imagética em torno do sujeito homossexual, isto é: doente e criminoso. Foi a narrativa potenciada por esse binómi...
Enregistré dans:
| Dans: | URI:https://journals.openedition.org/eces, |
|---|---|
| Auteur principal: | |
| Format: | Article ou chapitre numérique |
| Langue: | Portugais |
| Publié: |
e-cadernos CES
2024
|
| Sujets: | |
| Accès en ligne: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Résumé: | Em Portugal, desde o fim do século XIX e durante as primeiras décadas do século XX, discursos médicos e jurídicos entrelaçaram-se de forma a estabelecer aquilo que pretendiam que fosse a imagética em torno do sujeito homossexual, isto é: doente e criminoso. Foi a narrativa potenciada por esse binómio que vigorou por décadas, assim permanecendo durante o regime do Estado Novo e depois dele. Qual seria o motivo de tamanha preocupação em ostracizar esses indivíduos? Por que razão foi o sexo anal privatizado e, com isso, todas as possibilidades trazidas pela abertura do ânus? Por que razão foi à mulher constantemente dificultada, durante séculos a fio, a sua emancipação sexual? Todas estas questões são a base para o texto que se segue; mas a resposta é simples e a razão é a mesma para todas elas: a manutenção do imperialismo do falo(centrismo). |
|---|