Esmeralda Santiago – O poder das memórias na reescrita da história
Um povo sem memórias é um povo sem história. Esmeralda Santiago pode considerar-se essencialmente como uma escritora de memórias. Pretende-se com este artigo analisar as obras de Santiago à luz das teorias pós-coloniais, procurando fazer incidir o foco de análise na elaboração de uma visão alternati...
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| Publicado en: | URI:https://journals.openedition.org/eces, |
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| Autor Principal: | |
| Formato: | Article ou chapitre numérique |
| Idioma: | Portugais |
| Publicado: |
e-cadernos CES
2013
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| Sujets: | |
| Acceso en liña: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Résumé: | Um povo sem memórias é um povo sem história. Esmeralda Santiago pode considerar-se essencialmente como uma escritora de memórias. Pretende-se com este artigo analisar as obras de Santiago à luz das teorias pós-coloniais, procurando fazer incidir o foco de análise na elaboração de uma visão alternativa e na reescrita da história. A escrita permite a Santiago reconciliar-se com o passado e pensar-se a si própria como cidadã complexa e híbrida. Grande parte da sua obra, sob a forma de memoir e registo autobiográfico, aborda a questão da identidade porto-riquenha a partir da perspectiva e das experiências de uma mulher (i)migrante.Os seus trabalhos ficcionais e, principalmente, a sua mais recente obra Conquistadora, fruto de uma longa investigação, permitir-lhe-ão cumprir a missão de narrar, ou mesmo re-inventar, o passado mais longínquo, sobre o qual tudo ficou por dizer. Esta reescrita é, de certo modo, uma forma de protesto contra os exotismos, os silenciamentos ou a inexistência da perspectiva do Outro. |
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