nasci palestiniana, nasci negra: a marginalidade como lugar de corresistência

A identidade negra-palestiniana, real e imaginária, existe como um lugar para reclamar a partir da marginalidade comum. Apesar desta identidade ser uma forma de encarceramento, também pode ser encarada como um espaço de corresistência. À luz das ideias de Angela Davis, o foco deste artigo não é tant...

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Dades bibliogràfiques
Publicat a:URI:https://journals.openedition.org/eces,
Autor principal: Wadi, Shahd
Format: Article ou chapitre numérique
Idioma:Portugais
Publicat: e-cadernos CES 2022
Matèries:
Accés en línia:Accès Université d'Orléans et IFPM
Accès Université d'Orléans et IFPM
Descripció
Sumari:A identidade negra-palestiniana, real e imaginária, existe como um lugar para reclamar a partir da marginalidade comum. Apesar desta identidade ser uma forma de encarceramento, também pode ser encarada como um espaço de corresistência. À luz das ideias de Angela Davis, o foco deste artigo não é tanto a interseccionalidade das identidades, mas antes a interseccionalidade das lutas. Ao olhar para a noção desta interligação entre as opressões e resistências palestinianas-negras transnacionais, procuro que a minha reflexão seja, em si, uma interrogação às estruturas de poder e às resistências nelas inseridas. Pergunto: de que forma as histórias de encarceramento, seja este real ou simbólico, das pessoas negras e palestinianas estão ligadas? O que liga o racismo em Portugal à ocupação da Palestina? O que acontece se se juntarem os dois movimentos de libertação, contra a ocupação e contra o racismo, lutando além das suas próprias fronteiras? É possível considerar esta corresistência como uma luta feminista?