Aldeamento de guerra no colonialismo português na Guiné-Bissau

O artigo questiona o campo de aldeamento de guerra enquanto espaço de encarceramento no colonialismo europeu tardio, assim como o consequente legado para os Estados após as independências políticas. A pesquisa na qual o artigo se baseia concentra-se nas redes de campos rurais criados em territórios...

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Detalhes bibliográficos
Publicado no:URI:https://journals.openedition.org/eces,
Principais autores: Lebre, Rui Aristides, Castela, Tiago
Formato: Article ou chapitre numérique
Idioma:Portugais
Publicado em: e-cadernos CES 2022
Assuntos:
Acesso em linha:Accès Université d'Orléans et IFPM
Accès Université d'Orléans et IFPM
Descrição
Resumo:O artigo questiona o campo de aldeamento de guerra enquanto espaço de encarceramento no colonialismo europeu tardio, assim como o consequente legado para os Estados após as independências políticas. A pesquisa na qual o artigo se baseia concentra-se nas redes de campos rurais criados em territórios ocupados em África e na Ásia, por vários Estados do Atlântico Norte, para o realojamento forçado de camponeses, de modo a tentar evitar o progresso de movimentos de libertação. Em particular, o artigo explora a história da rede criada pelo exército português no final dos anos 1960 e início dos anos 1970 na atual Guiné-Bissau, considerando que muitos campos se tornaram em povoados rurais após a independência. O artigo reflete sobre o arquivo militar a partir de uma perspetiva informada pelas teorias pós-coloniais, colocando simultaneamente questões a partir da espacialidade contemporânea em África.