Linhas da paisagem pela cidade de Belo Horizonte: dicotomias, forças predatórias e resistência

Este texto é um ensaio que elege o desenho da montanha como elemento para pensar a condição abissal expressa na paisagem da capital do estado de Minas Gerais (Brasil). A paisagem é entendida como a mediação das linhas abissais que determinam o centro e a periferia, baseadas nas dicotomias cultura/na...

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Detalles Bibliográficos
Publicado en:URI:https://journals.openedition.org/eces,
Auteurs principaux: Castro, Júlia Fonseca de, Cordeiro, Iuri Francisco Mustafa
Formato: Article ou chapitre numérique
Idioma:Portugais
Publicado: e-cadernos CES 2022
Sujets:
Acceso en liña:Accès Université d'Orléans et IFPM
Accès Université d'Orléans et IFPM
Descripción
Résumé:Este texto é um ensaio que elege o desenho da montanha como elemento para pensar a condição abissal expressa na paisagem da capital do estado de Minas Gerais (Brasil). A paisagem é entendida como a mediação das linhas abissais que determinam o centro e a periferia, baseadas nas dicotomias cultura/natureza, pertencimento/não pertencimento. A reflexão, motivada pela interpretação de imagens fotográficas, discute as forças predatórias da atividade de mineração, a especulação imobiliária, os movimentos de resistência ligados à luta socioambiental e a produção da paisagem urbana, a partir de referências culturalmente diversas. Por fim, é realizada uma análise do desenho da montanha em pinturas de natureza nos muros da cidade, para expandir a compreensão sobre a simbologia da sua linha.