Periferias urbanas moçambicanas e a sua nova paisagem

Este artigo procura mostrar como a nova paisagem entra nas periferias urbanas moçambicanas. As paisagens das periferias urbanas moçambicanas foram, durante muitos anos, caracterizadas como sendo constituídas por habitações precárias, chamadas na geografia urbana moçambicana de “cidades de caniço” em...

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Detalhes bibliográficos
Publicado no:URI:https://journals.openedition.org/eces,
Autor principal: Maloa, Joaquim Miranda
Formato: Article ou chapitre numérique
Idioma:Portugais
Publicado em: e-cadernos CES 2022
Assuntos:
Acesso em linha:Accès Université d'Orléans et IFPM
Accès Université d'Orléans et IFPM
Descrição
Resumo:Este artigo procura mostrar como a nova paisagem entra nas periferias urbanas moçambicanas. As paisagens das periferias urbanas moçambicanas foram, durante muitos anos, caracterizadas como sendo constituídas por habitações precárias, chamadas na geografia urbana moçambicana de “cidades de caniço” em oposição ao centro, considerada “cidade de cimento”. Atualmente, a paisagem da periferia está ganhado uma nova ressignificação histórica e conceitual face à instalação de novos empreendimentos habitacionais, que vão substituindo a paisagem de “cidade de caniço” pela “cidade de cimento”, com intensificação de autoconstruções de blocos e tijolos, que substituí, por um lado, as habitações que outrora eram de caniço, paus e adobe (matopé ou barro) e por outro, implantados novos empreendimentos habitacionais. Transpondo o paradigma de dualidade da paisagem, “cidade de cimento” versus “cidade de caniço”, em voga nas décadas de 1960 e 1990.