Trabalho, reconhecimento e justiça social: o caso dos cuidados informais em Portugal
A necessidade de reconhecer legal e simbolicamente os cuidadores informais tornou-se, nos últimos anos, matéria aparentemente consensual, sobretudo quando, em julho de 2019, se aprovou o Estatuto do Cuidador Informal. Contudo, a trajetória desta questão social enquanto “problema” não é isenta de dis...
Gorde:
| Argitaratua izan da: | URI:https://journals.openedition.org/eces, |
|---|---|
| Egile Nagusiak: | , |
| Formatua: | Article ou chapitre numérique |
| Hizkuntza: | Portugais |
| Argitaratua: |
e-cadernos CES
2021
|
| Gaiak: | |
| Sarrera elektronikoa: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Gaia: | A necessidade de reconhecer legal e simbolicamente os cuidadores informais tornou-se, nos últimos anos, matéria aparentemente consensual, sobretudo quando, em julho de 2019, se aprovou o Estatuto do Cuidador Informal. Contudo, a trajetória desta questão social enquanto “problema” não é isenta de disputa relativamente a um conjunto de significados, tendo os seus vários intervenientes mobilizado diferentes entendimentos ontológicos de cuidado, de trabalho, de reconhecimento e de justiça. Este artigo propõe-se analisar as operações discursivas acionadas por alguns dos principais atores deste processo político, focando-se nos documentos e discursos produzidos nesse contexto. A partir dessa análise, apresenta-se uma tipologia possível de modelos de reconhecimento dos cuidados informais, aos quais subjazem diferentes estratégias e perspetivas sobre o regime de cuidados e a justiça no trabalho. |
|---|