Pode-se falar da secularização em Cabo Verde antes da independência nacional? A diferenciação funcional do religioso e do político no período colonial (1462-1975)
Um dos grandes desafios do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (P.A.I.G.C.), logo após a Independência Nacional de Cabo Verde, foi a modernização de um país herdado do colonialismo português. O corte com determinadas práticas tradicionais afigurava-se fundamental na prossecuç...
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| 出版年: | URI:https://journals.openedition.org/eces, |
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| 第一著者: | |
| フォーマット: | Article ou chapitre numérique |
| 言語: | Portugais |
| 出版事項: |
e-cadernos CES
2012
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| 主題: | |
| オンライン・アクセス: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| 要約: | Um dos grandes desafios do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (P.A.I.G.C.), logo após a Independência Nacional de Cabo Verde, foi a modernização de um país herdado do colonialismo português. O corte com determinadas práticas tradicionais afigurava-se fundamental na prossecução de tal objetivo e pela primeira vez na história do arquipélago o Estado divorciava-se formalmente da religião, inaugurando assim uma nova fase nas relações entre o religioso e o político. Este artigo, que constitui uma reflexão síntese sobre os resultados de parte de uma investigação, ainda em curso, e que tem como propósito refletir, a partir de uma perspetiva sociohistórica, sobre o processo de secularização societal de Cabo Verde, problematiza o significado da diferenciação funcional das esferas religiosa e política no período em que a administração do arquipélago era portuguesa e questiona, a partir deste aspeto, o alcance da separação de 1975. |
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