O violador muçulmano. Discursos de exorcização do indesejável na “Europa fortaleza”

Ao transitarem para o espaço público, as histórias de violação perdem frequentemente o seu referente inicial para se tornarem catalisadores dos receios, conflitos, rivalidades e ódios de carácter político, económico ou étnico de uma determinada sociedade ou grupo social. Não só na propaganda de guer...

Deskribapen osoa

Gorde:
Xehetasun bibliografikoak
Argitaratua izan da:URI:https://journals.openedition.org/eces,
Egile nagusia: Garraio, Júlia
Formatua: Article ou chapitre numérique
Hizkuntza:Portugais
Argitaratua: e-cadernos CES 2012
Gaiak:
Sarrera elektronikoa:Accès Université d'Orléans et IFPM
Accès Université d'Orléans et IFPM
Deskribapena
Gaia:Ao transitarem para o espaço público, as histórias de violação perdem frequentemente o seu referente inicial para se tornarem catalisadores dos receios, conflitos, rivalidades e ódios de carácter político, económico ou étnico de uma determinada sociedade ou grupo social. Não só na propaganda de guerra o Outro, o Inimigo, é frequentemente esconjurado como vil violador. Também os “tempos de paz” oferecem exemplos de aproveitamento de violações para definir quem deve ser excluído. Esta contribuição pretende reflectir, a partir de um debate promovido em 2006 na revista norte-americana FrontPage Magazine, como certas violações cometidas na Europa por imigrantes muçulmanos foram reinterpretadas como ritual bárbaro e instrumentalizadas como prova do carácter “não-europeu” e “não-ocidental” do Islão.