(Re)conhecendo patrimônios: o papel social do Museu do Samba
Se a escravidão que se abateu sobre o povo negro africano foi abolida há mais de cem anos no Brasil, seus grilhões permanecem presentes no racismo, na desigualdade e nas invisibilidades sociais. O samba, principal referência identitária brasileira, é secularmente renegado da historiografia oficial p...
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| Publicat a: | URI:https://journals.openedition.org/eces, |
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| Autors principals: | , |
| Format: | Article ou chapitre numérique |
| Idioma: | Portugais |
| Publicat: |
e-cadernos CES
2019
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| Matèries: | |
| Accés en línia: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Sumari: | Se a escravidão que se abateu sobre o povo negro africano foi abolida há mais de cem anos no Brasil, seus grilhões permanecem presentes no racismo, na desigualdade e nas invisibilidades sociais. O samba, principal referência identitária brasileira, é secularmente renegado da historiografia oficial pela sua origem afrodescendente. Este artigo aborda o papel social do Museu do Samba frente a esses desafios. Nele se analisa a constituição dos seus acervos, como parte da patrimonialização e do direito à memória do samba. A atuação do programa educativo no entorno constitui também parte desse estudo. Numa perspectiva de partilha de territórios, trata-se de atividades educacionais dialógicas e socialmente responsáveis. Por fim, abordamos os conceitos de ágora e fórum aplicados à instituição museológica através das ações de advocacy, junto a uma de suas principais comunidades de interesse: os sambistas. |
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