Relações entre civis e militares nas operações de paz
No contexto das operações de peacekeeping, militares e civis interagem na execução de um amplo espectro de actividades, o que tem levado à formulação dos modelos de integração genericamente designados pela expressão civil-military cooperation (CIMIC). Neste artigo, defendo que os modelos do tipo CIM...
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| Publicado no: | URI:https://journals.openedition.org/eces, |
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| Autor principal: | |
| Formato: | Article ou chapitre numérique |
| Idioma: | Portugais |
| Publicado em: |
e-cadernos CES
2014
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| Assuntos: | |
| Acesso em linha: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Resumo: | No contexto das operações de peacekeeping, militares e civis interagem na execução de um amplo espectro de actividades, o que tem levado à formulação dos modelos de integração genericamente designados pela expressão civil-military cooperation (CIMIC). Neste artigo, defendo que os modelos do tipo CIMIC, embora pretendam ajustar as relações civis-militares ao ambiente complexo das operações de peacekeeping, na verdade continuam presos à lógica estratégica do tradicional modelo «Estado-soldado» de Huntington. Isso acontece porque a integração das relações civis-militares é realizada de forma hierárquica e subordinada ao objectivo político-militar. Em consequência, as interacções passam a ser orientadas por propósitos estratégicos, com profundas implicações no espaço humanitário, na medida que militariza e politiza actividades tradicionalmente guiadas por princípios de independência, neutralidade e imparcialidade. |
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