A escrita da violência em Mia Couto, Sony Labou Tansi e J. M. Coetzee
O desenvolvimento dos estudos pós-coloniais possibilitou pensar novas maneiras de compreender e interpretar a produção literária de diversos países que sofreram a dominação colonial. Nesse contexto, o romance africano sofreu diversas rupturas e conheceu novas experiências poéticas depois das indepen...
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| Dans: | URI:https://journals.openedition.org/eces, |
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| Auteur principal: | |
| Format: | Article ou chapitre numérique |
| Langue: | Portugais |
| Publié: |
e-cadernos CES
2017
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| Sujets: | |
| Accès en ligne: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Résumé: | O desenvolvimento dos estudos pós-coloniais possibilitou pensar novas maneiras de compreender e interpretar a produção literária de diversos países que sofreram a dominação colonial. Nesse contexto, o romance africano sofreu diversas rupturas e conheceu novas experiências poéticas depois das independências. Deste modo, proponho analisar comparativamente a expressão da violência em três romances vindos de três inspirações literárias nacionais distintas. Escolhi os autores Mia Couto, de Moçambique, Sony Labou Tansi, do Congo, e J. M. Coetzee, da África do Sul. Eles permitirão elaborar uma análise comparativa para mostrar que, apesar da existência de diferenças nos percursos coloniais e de pós-independências, as questões ligadas à violência por vezes se repetem. Como exemplo de representação societal da violência, irei analisar a construção da alteridade negativa. Do ponto de vista formal do texto, será interessante observar as variações linguísticas e o uso inventivo da língua para conquistar um espaço na língua e na literatura de onde falar,1 realizando uma tradução e hibridação2 de culturas. Por fim, analisarei a função do humor como vetor de crítica e reelaboração de uma ideia de sociedade. |
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