Imigrantes guineenses em Lisboa: padrões de interacção dos reportórios simbólicos da cura e ruptura
O presente trabalho tem como objetivo lançar dois pontos de reflexão: O primeiro é que, apesar do que se supunha para o projeto da modernidade, a prática da biomedicina não é única, universal e uniformemente disseminada pelas várias partes do globo. Interessa, então investigar a forma com a qual ela...
Uloženo v:
| Vydáno v: | URI:https://journals.openedition.org/eces, |
|---|---|
| Hlavní autor: | |
| Médium: | Article ou chapitre numérique |
| Jazyk: | Portugais |
| Vydáno: |
e-cadernos CES
2014
|
| On-line přístup: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Shrnutí: | O presente trabalho tem como objetivo lançar dois pontos de reflexão: O primeiro é que, apesar do que se supunha para o projeto da modernidade, a prática da biomedicina não é única, universal e uniformemente disseminada pelas várias partes do globo. Interessa, então investigar a forma com a qual ela se transfigura e se transforma num processo de “indigenização” do seu repertório discursivo. Analisamos para isso os padrões de interação dos repertórios simbólicos de cura, quando a biomedicina é escolhida como alternativativa curativa. O segundo ponto é como o processo de ruptura e consequente necessidade de reconstrução cultural e identitária envolvida no processo migratório pode ser comunicado através do adoecimento e escolha activa emigração guineense, reportórios simbólicos, adoecimento, cura dos intinerários terapêuticos. O corpo é visto como matriz simbólica organizadora da experiência, um arquivo histórico e um lugar de resistência; e os seus sintomas vistos como uma expressão da multiplicidadde de vivências culturais, um comentário político sobre as complexas relações que vive a comunidade guineense como parte de processos sociais que ultrapassam amplamente o contexto local. |
|---|