Silêncios visíveis: murais e memória do passado colonial nos 50 anos do 25 de Abril
Este artigo propõe uma reflexão crítica sobre os murais produzidos em Lisboa nas comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, com foco na iniciativa “5 Décadas, 5 Artistas, 5 Murais” e na reinterpretação do mural de Salgueiro Maia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade NOVA de Lisbo...
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| Publicado no: | URI:https://journals.openedition.org/eces, |
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| Autor principal: | |
| Formato: | Article ou chapitre numérique |
| Idioma: | Portugais |
| Publicado em: |
e-cadernos CES
2026
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| Assuntos: | |
| Acesso em linha: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Resumo: | Este artigo propõe uma reflexão crítica sobre os murais produzidos em Lisboa nas comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, com foco na iniciativa “5 Décadas, 5 Artistas, 5 Murais” e na reinterpretação do mural de Salgueiro Maia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade NOVA de Lisboa. Argumenta-se que essas intervenções operam como palimpsestos urbanos, sobrepondo memórias da Revolução, silenciamentos coloniais e formas de resistência simbólica. Apesar de inseridas em dinâmicas de institucionalização e mercantilização do espaço público, revelam tensões entre celebração e crítica, especialmente na articulação – ou omissão – da dimensão anticolonial de Abril. Ao cruzar arte, memória e política, o artigo questiona como a cidade reinscreve, ou silencia, sujeitos e narrativas marginalizadas, evidenciando a ambivalência da arte mural como gesto simultaneamente estético e político. |
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