Paradoxos da Geração Z no Consumo de Média e na Perceção de Notícias Falsas: Um Estudo Comparativo Internacional

O consumo de informação por públicos jovens na era da internet dos algoritmos tornou-se uma questão relevante na esfera pública. Este estudo comparativo analisa o consumo de média da geração Z e a sua perceção sobre notícias e desinformação numa perspetiva internacional. Mais concretamente, o artigo...

Descripció completa

Guardat en:
Dades bibliogràfiques
Publicat a:URI:https://journals.openedition.org/cs,
Autors principals: Pérez-Escoda, Ana, Ruiz-Poveda, Cristina
Format: Article ou chapitre numérique
Idioma:Portugais
Publicat: Comunicação e sociedade 2026
Matèries:
Accés en línia:Accès Université d'Orléans et IFPM
Descripció
Sumari:O consumo de informação por públicos jovens na era da internet dos algoritmos tornou-se uma questão relevante na esfera pública. Este estudo comparativo analisa o consumo de média da geração Z e a sua perceção sobre notícias e desinformação numa perspetiva internacional. Mais concretamente, o artigo explora os tipos de informação consumidos pelos jovens, os órgãos de comunicação social que preferem para obter informação, a sua preferência por receber informação selecionada por algoritmos, a credibilidade atribuída a diferentes média e a receção e perceção de notícias falsas. O desenho metodológico baseou-se numa abordagem quantitativa centrada na análise descritiva e correlacional. Por meio de um questionário, foram recolhidos dados de uma amostra total de 405 estudantes universitários de três países: Espanha, Estados Unidos e Portugal. Os resultados demonstram que, nos três países, a amostra é predominantemente informada por média digitais e consome principalmente informação sobre lazer e entretenimento, humor e memes, música e notícias. Reporta-se que as notícias falsas não parecem constituir um fator significativo no seu consumo de informação. O estudo revela novos resultados paradoxais sobre a credibilidade dos média e a perceção de notícias falsas entre a geração Z. Nos três países, os sujeitos indicam que os média mais utilizados para obter informação são também os menos confiáveis: redes sociais e websites. Existem diferenças significativas entre países quanto à preferência dos jovens por receber informação selecionada por algoritmos. De forma geral, apesar das diferenças entre países, o estudo sugere também um certo grau de homogeneização nos hábitos de consumo de média a nível mundial.