Cidadania Digital, Desigualdade Territorial e Visibilidade do Protesto: As Lutas de Kudankulam e Thoothukudi, em Tamil Nadu

A presença digital é determinante para o reconhecimento cívico, dado que a globalização e a digitalização alteraram a forma como as regiões são representadas. Este artigo examina dois movimentos de justiça ambiental no mesmo estado, Tamil Nadu, na Índia: o movimento de resistência antinuclear de Kud...

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Dettagli Bibliografici
Pubblicato in:URI:https://journals.openedition.org/cs,
Autori principali: J, Joynes, Dwivedy, Ashish Kumar
Natura: Article ou chapitre numérique
Lingua:Portugais
Pubblicazione: Comunicação e sociedade 2026
Soggetti:
Accesso online:Accès Université d'Orléans et IFPM
Descrizione
Riassunto:A presença digital é determinante para o reconhecimento cívico, dado que a globalização e a digitalização alteraram a forma como as regiões são representadas. Este artigo examina dois movimentos de justiça ambiental no mesmo estado, Tamil Nadu, na Índia: o movimento de resistência antinuclear de Kudankulam e o movimento de resistência anti-Sterlite de Thoothukudi. O estudo recorre a um desenho metodológico misto, incluindo uma análise quantitativa de 400 publicações em redes sociais (200 de cada protesto) e entrevistas qualitativas com o público. A análise revela diferenças significativas ao nível de envolvimento nas plataformas digitais. O protesto de Thoothukudi recebeu ampla atenção devido a imagens marcantes de violência policial, divulgadas por contas verificadas na Índia. Em comparação, o protesto de Kudankulam foi condicionado por questões técnicas, dado o seu contexto rural e costeiro. A análise quantitativa sugere que o envolvimento depende mais da emoção do que da lógica. A análise qualitativa mostra que a origem de um protesto, seja rural ou urbana, influencia o modo como as pessoas avaliam a sua importância e a relevância que lhe atribuem online. Ao evidenciar como os movimentos de protesto moldam a perceção do público sobre os locais — seja como espaços marginais “antidesenvolvimento” ou como núcleos cosmopolitas de resistência —, o estudo contribui para a discussão epistemológica sobre práticas de comunicação digital e branding territorial. Sustenta que a justiça comunicativa e a justiça ambiental estão intrinsecamente ligadas, sublinhando a necessidade de estratégias de representação inclusivas que equilibrem cidadania democrática, equidade e branding territorial.