Os Custos Invisíveis de Trabalhar a “Diversidade” Para Jornalistas Minorizados
O jornalismo tem sido há muito criticado pela sua falta de diversidade, tanto nas redações como na produção de conteúdos. Em resposta, profissionais dos média, decisores políticos e até alguns académicos assumem frequentemente que contratar jornalistas de grupos minorizados levaria a uma cobertura n...
Spremljeno u:
| Izdano u: | URI:https://journals.openedition.org/cs, |
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| Glavni autor: | |
| Format: | Article ou chapitre numérique |
| Jezik: | Portugais |
| Izdano: |
Comunicação e sociedade
2026
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| Teme: | |
| Online pristup: | Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Sažetak: | O jornalismo tem sido há muito criticado pela sua falta de diversidade, tanto nas redações como na produção de conteúdos. Em resposta, profissionais dos média, decisores políticos e até alguns académicos assumem frequentemente que contratar jornalistas de grupos minorizados levaria a uma cobertura noticiosa mais diversa e inclusiva — ou, dito de forma simples, que jornalistas “diversos” produziriam mais conteúdos “diversos”. No entanto, entrevistas com jornalistas LGBT e jornalistas racializados que trabalham na Bélgica francófona põem em causa esta suposição.Com base em 61 entrevistas semiestruturadas, esta investigação questiona os discursos institucionais que enquadram os jornalistas minorizados como solução para a falta de diversidade nos conteúdos mediáticos. Os resultados destacam três questões centrais: os jornalistas minorizados sentem que têm uma influência limitada sobre o conteúdo das redações devido a rotinas e preconceitos; os seus esforços para melhorar a representação resultam num trabalho não remunerado, não reconhecido e invisível; e enfrentam riscos profissionais por se envolverem em trabalho relacionado com a diversidade.As barreiras sistémicas incorporadas nas rotinas das redações, na filtragem editorial e nas normas jornalísticas enraizadas restringem significativamente a capacidade dos jornalistas minorizados de influenciar as narrativas mediáticas. Como resultado, estes veem frequentemente a sua capacidade de influenciar a cobertura extremamente limitada. Contudo, resistir a estas práticas institucionalizadas e a estes enquadramentos ideológicos, na tentativa de promover uma cobertura noticiosa mais inclusiva, exige um esforço considerável — um esforço muitas vezes invisível, não remunerado e assumido de forma desproporcionada por jornalistas de grupos minorizados. Além disso, este estudo revela uma penalização profissional particular associada ao trabalho sobre diversidade. Muitos jornalistas minorizados relatam ser considerados tendenciosos apenas por defenderem histórias que refletem as realidades das suas próprias comunidades, reforçando ainda mais a sua posição precária dentro das organizações noticiosas. |
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