Between Institutional Inertia and Systemic Vulnerability: Understanding Invisible Threats to Journalists’ Safety
A investigação sobre a segurança dos jornalistas evidencia duas dimensões interligadas: os riscos físicos em zonas de conflito e os riscos menos tangíveis que afetam o desempenho em contextos considerados relativamente seguros. Na Letónia, como noutros países europeus, os jornalistas são alvo de hum...
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| Pubblicato in: | URI:https://journals.openedition.org/cs, |
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| Autori principali: | , , |
| Natura: | Article ou chapitre numérique |
| Lingua: | Anglais |
| Pubblicazione: |
Comunicação e sociedade
2026
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| Soggetti: | |
| Accesso online: | Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Riassunto: | A investigação sobre a segurança dos jornalistas evidencia duas dimensões interligadas: os riscos físicos em zonas de conflito e os riscos menos tangíveis que afetam o desempenho em contextos considerados relativamente seguros. Na Letónia, como noutros países europeus, os jornalistas são alvo de humilhações online, assédio, discurso de ódio e ataques à sua credibilidade profissional. Perante este cenário, colocam-se duas questões centrais: quais são as perceções dos jornalistas relativamente aos riscos para a sua segurança? Estarão as instituições de média preparadas para prestar o apoio adequado? Este artigo analisa as perceções dos profissionais dos média letões relativamente a problemas de segurança associados ao trabalho e aos mecanismos disponíveis para mitigar o stress e os riscos. Foi seguida uma metodologia mista que integrou análise da literatura, um painel de Delphi em duas rondas a especialistas (25 e 23 participantes de média nacionais e regionais, organizações não governamentais e entidades ligadas ao jornalismo), oito entrevistas semiestruturadas com advogados e especialistas em direito dos média, estudos de caso de decisões judiciais e três grupos focais (com especialistas jurídicos, gestores de média e jornalistas de investigação). Os resultados revelam um ambiente de ameaças complexo, onde coexistem múltiplos riscos, mas as estruturas de apoio permanecem limitadas. Mulheres, repórteres regionais, jornalistas de língua russa e freelancers surgem como os grupos mais vulneráveis, enfrentando riscos de segurança influenciados tanto pela invisibilidade de grupo — quando as suas identidades profissionais não são devidamente reconhecidas — como pela preocupação com a invisibilidade — quando ameaças persistentes são normalizadas ou desvalorizadas. Embora algumas insuficiências institucionais resultem de restrições de recursos e da falta de competências jurídicas ou psicológicas, a relutância em agir e as práticas reativas fragilizam ainda mais as respostas organizacionais. A ausência de ação eficaz por parte das autoridades policiais e dos tribunais, a par do aumento das ações judiciais estratégicas contra a participação pública, reforça uma “cultura de impunidade”. Deste modo, emerge um paradoxo: a humilhação e o assédio online são omnipresentes e, por isso, normalizados, tornando-se efetivamente invisíveis apesar da sua persistência. Em contrapartida, os ciberataques e os processos estratégicos contra a participação pública são altamente visíveis, uma vez que afetam diretamente os interesses jurídicos e financeiros das empresas de média. Esta assimetria de visibilidade agrava a erosão da integridade profissional dos jornalistas e do seu papel social. |
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