A Inteligência Artificial Como Novo Campo das Interações Entre Humanos: Uma Crítica à Produção de Conhecimento

A inteligência artificial (IA) tem ganho um papel preponderante na interação entre indivíduos e na produção de informação nas mais diversas esferas sociais. Ao mesmo tempo, surgem alertas de diferentes instituições e especialistas quanto à sua proliferação, seja pela possibilidade de automatizar det...

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Bibliografiske detaljer
Udgivet i:URI:https://journals.openedition.org/cs,
Auteurs principaux: Pinho, João Francisco, Ribeiro, Fernando Bessa
Format: Article ou chapitre numérique
Sprog:Portugais
Udgivet: Comunicação e sociedade 2025
Fag:
Online adgang:Accès Université d'Orléans et IFPM
Beskrivelse
Summary:A inteligência artificial (IA) tem ganho um papel preponderante na interação entre indivíduos e na produção de informação nas mais diversas esferas sociais. Ao mesmo tempo, surgem alertas de diferentes instituições e especialistas quanto à sua proliferação, seja pela possibilidade de automatizar determinados trabalhos ou tarefas, seja pela progressiva dificuldade em distinguir aquilo que é produzido por um ser humano daquilo que é produzido por esta nova tecnologia. No entanto, em muitas destas discussões são utilizados termos como “comunicação”, “informação”, “conhecimento”, “consciência”, “criatividade”, entre outros, sem a devida preocupação em definir estas capacidades e em situá-las historicamente — daí que rapidamente se caia numa perspetiva ora apocalíptica, ora entusiástica, sem que se perceba os processos sociais em causa e as possíveis consequências do desenvolvimento e aplicação destas tecnologias. Face a este panorama discursivo, que prolifera em todo o tipo de média, ao focarmo-nos na produção de bases de dados nas quais os diversos modelos de IA generativa se baseiam pretendemos situar historicamente o desenvolvimento da IA, e mais concretamente da IA generativa, no contexto do desenvolvimento do capitalismo; avançar uma perspetiva crítica sobre as capacidades humanas (nomeadamente, comunicar, pensar e produzir conhecimento) e, por fim, tentar antecipar possíveis consequências da introdução destas tecnologias não só no processo produtivo como também na esfera do consumo.