Tecnologia do Desassossego: O Jornalismo Humano Deve Sentir-se Ameaçado Pela Inteligência Artificial?

A atravessar uma crise sem precedentes, o jornalismo vive desassossegado porque a inteligência artificial, uma ferramenta do presente, poderá futuramente transformar-se num risco ao emprego humano devido à sua vertente generativa. A possibilidade de ter algoritmos a produzir informação jornalística...

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Библиографические подробности
Опубликовано в: :URI:https://journals.openedition.org/cs,
Главный автор: Canavilhas, João
Формат: Article ou chapitre numérique
Язык:Portugais
Опубликовано: Comunicação e sociedade 2025
Предметы:
Online-ссылка:Accès Université d'Orléans et IFPM
Описание
Итог:A atravessar uma crise sem precedentes, o jornalismo vive desassossegado porque a inteligência artificial, uma ferramenta do presente, poderá futuramente transformar-se num risco ao emprego humano devido à sua vertente generativa. A possibilidade de ter algoritmos a produzir informação jornalística tornou-se apelativa para as empresas, pelo que a ameaça ao trabalho dos jornalistas é real. Mas será que os algoritmos podem substituir os humanos numa profissão com a especificidade do jornalismo? Haverá razões para tanto desassossego? Neste trabalho faz-se uma abordagem teórica a quatro pontos fundamentais desta profissão: a relação com as fontes informativas, o papel da criatividade nas narrativas, a relevância da autoridade jornalística e os princípios éticos em que se fundamenta o jornalismo. No âmbito da recolha e tratamento de informação, a eficiência e rapidez dos algoritmos no processamento de dados é superada pela possibilidade de se conseguirem informações desconhecidas, graças a qualidades humanas como a confiança ou a empatia. No campo da produção, a criatividade e a originalidade humanas continuam a ser fatores que diferenciam os profissionais das abordagens repetitivas da inteligência artificial. Por último, o facto de ser uma atividade profissional socialmente reconhecida, e de operar num ambiente guiado por regras éticas e deontológicas, permite aos jornalistas humanos uma vantagem face a esta tecnologia.