Fabulações do Antropoceno em Playlists de Dark Ambient no YouTube
Encontram-se no YouTube diversas playlists de dark ambient apocalíptico, produzidas por músicos amadores. Na trilha visual, imagens estáticas ou gifs animados apresentam cidades em ruínas, geralmente sem presença humana. As peças musicais que integram a trilha sonora são compostas por meio de softwa...
Uloženo v:
| Vydáno v: | URI:https://journals.openedition.org/cs, |
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| Hlavní autoři: | , , |
| Médium: | Article ou chapitre numérique |
| Jazyk: | Portugais |
| Vydáno: |
Comunicação e sociedade
2025
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| On-line přístup: | Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Shrnutí: | Encontram-se no YouTube diversas playlists de dark ambient apocalíptico, produzidas por músicos amadores. Na trilha visual, imagens estáticas ou gifs animados apresentam cidades em ruínas, geralmente sem presença humana. As peças musicais que integram a trilha sonora são compostas por meio de software de edição de áudio, compondo a textura sonora por meio de drones graves, pouca variação dinâmica e melódica e ausência de elementos percussivos. Se Murray Schafer (1977/2001) chamava atenção para a poluição sonora que acometia o tempo presente, aqui provocamos de forma diferente: como os sons das playlists de dark ambient apocalípticas imaginam o porvir? Que fabulações de futuro emergem dessas expressões artísticas? Partimos da premissa de que nestas expressões não constam respostas para as catástrofes que virão — pelo contrário, elas expressam a complexidade do tempo presente em nossa incapacidade de lidar com elas. Propomos observar a produção sígnica que decorre destas relações materiais. O nosso método de análise observa os comentários postados pelos usuários nas playlists publicadas no YouTube. Os comentários expressam afetos dos espectadores das playlists, que se sentiram impelidos a compartilhar sua experiência particular de escuta. Por vezes, expressam que as músicas lhes geraram sensação de solidão, ou de melancolia, ou até sensações contraditórias como alegria e tristeza ao mesmo tempo; em outras, conectam a experiência audiovisual com momentos passados da própria vida. Compreendemos o agenciamento criado pela soma dos comentários, do vídeo e das sonoridades como escutas expandidas, isto é, produção de comunicação, de signos que fabulam distopias do passado, presente e futuro em conexão com a temática do antropoceno. |
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