Jorge de Sena, Liberdade de Pensamento nos Média e a Comunidade (Inter)Cultural de Língua Portuguesa
Jorge de Sena (1919–1978), um dos mais multifacetados intelectuais portugueses do século XX, deixou um legado que, de acordo com certos autores (Baltrusch, 2019; Santos, 2019), merece ser explorado mais aprofundadamente para que seja apurada a dimensão do seu contributo para o património da cultura...
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| Auteurs principaux: | , , |
| 格式: | Article ou chapitre numérique |
| 語言: | Portugais |
| 出版: |
Comunicação e sociedade
2025
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| 主題: | |
| 在線閱讀: | Accès Université d'Orléans et IFPM |
| 總結: | Jorge de Sena (1919–1978), um dos mais multifacetados intelectuais portugueses do século XX, deixou um legado que, de acordo com certos autores (Baltrusch, 2019; Santos, 2019), merece ser explorado mais aprofundadamente para que seja apurada a dimensão do seu contributo para o património da cultura da língua portuguesa. Autor proscrito pelo regime de Salazar, com vasta obra produzida entre Portugal, Brasil e Estados Unidos, demonstrou desde cedo a sua liberdade de pensamento, recusando sacrificá-la a filiações políticas, apadrinhamentos sociais ou correntes literárias. Se, por um lado, essa liberdade foi incompatível com uma pátria ditatorial que lhe usurpou o lugar de pertença, por outro, permitiu-lhe fazer propostas inovadoras à época, como a constituição de uma comunidade (inter)cultural de língua portuguesa. Assim, a partir da constatação de que o pensamento de Jorge de Sena sobre esta comunidade permanece sob um espesso manto de esquecimento, encontrando-se ainda por sistematizar e divulgar, é proposta a hipótese de caber aos média, e ao tratamento que deram e continuam a dar a este intelectual, uma parte da responsabilidade por esse desconhecimento. Para testar a nossa hipótese, procedemos ao mapeamento, leitura, análise de conteúdo e consequente interpretação de vários conteúdos nos média, da autoria de, ou sobre, Jorge de Sena, desde 1942 até aos dias de hoje, dividindo esse período entre antes e após o 25 de Abril de 1974. Primeiro, constata-se que durante o período ditatorial, Sena nunca deixou de exprimir a sua liberdade de pensamento nas peças que assinava. Depois, textos sobre Jorge de Sena da autoria de outros enfatizam mais o seu percurso de vida do que o seu pensamento e o seu legado intelectual. |
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