Rumo a uma Comunicação Social Responsável: Compreender as Características dos Países Bálticos Através da Análise da Transparência e da Responsabilização

Este artigo explora o conceito de um “ambiente mediático responsável” através das características de propriedade das organizações mediáticas. Destaca a importância da “transparência na propriedade dos média” e associa-a ao conceito de “responsabilização do mercado mediático”. Como estudo de caso, an...

詳細記述

保存先:
書誌詳細
出版年:URI:https://journals.openedition.org/cs,
主要な著者: Rožukalne, Anda, Balčytienė, Auksė, Harro-Loit, Halliki
フォーマット: Article ou chapitre numérique
言語:Portugais
出版事項: Comunicação e sociedade 2025
主題:
オンライン・アクセス:Accès Université d'Orléans et IFPM
その他の書誌記述
要約:Este artigo explora o conceito de um “ambiente mediático responsável” através das características de propriedade das organizações mediáticas. Destaca a importância da “transparência na propriedade dos média” e associa-a ao conceito de “responsabilização do mercado mediático”. Como estudo de caso, analisa os três países bálticos, avaliando como o ideal normativo da transparência da propriedade dos média é aplicado nas organizações mediáticas da Estónia, Letónia e Lituânia. Com base no quadro metodológico e teórico da monitorização dos média noticiosos (Trappel & Tomaz, 2022), que sublinha a essência da transparência da propriedade como uma oportunidade válida para avaliar a responsabilidade das organizações mediáticas, o artigo examina como são promovidas relações responsáveis e abertas com o público em mercados marcados por tradições e características estruturais específicas, como a sua pequena dimensão. O exemplo dos países bálticos demonstra que a pequena dimensão do mercado mediático resulta numa maior dependência de aspetos “informais” nas relações relativas à transparência da propriedade dos média. Contudo, o mesmo elemento de “informalidade” contribui para a aparente deficiência e risco identificados na perspetiva da responsabilização dos média, que afeta as expressões de poder da propriedade dos média, por exemplo, através de intervenções editoriais. Tal como explicado, os fatores históricos contextuais determinam o resultado, uma vez que a rápida transição do socialismo para o capitalismo nestes países, no início da década de 1990, impediu o desenvolvimento de uma cultura de responsabilização nas organizações mediáticas. Ainda hoje, a ausência de mecanismos de responsabilização do mercado mediático do Báltico favorece o risco de a agenda dos proprietários determinar, prioritariamente, as responsabilidades, a independência editorial e o desempenho dos média.