Marcas de Sustentabilidade: Tensões Discursivas na Indústria de Cosméticos da América Latina
Na tentativa de compreender como as principais marcas de cosméticos da América Latina comunicam as suas iniciativas de sustentabilidade e responsabilidade social empresarial, levantamos as seguintes questões: (a) como é que os utilizadores das redes sociais interagem com o conteúdo de sustentabilida...
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| Publicado no: | URI:https://journals.openedition.org/cs, |
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| Principais autores: | , |
| Formato: | Article ou chapitre numérique |
| Idioma: | Portugais |
| Publicado em: |
Comunicação e sociedade
2024
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| Assuntos: | |
| Acesso em linha: | Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Resumo: | Na tentativa de compreender como as principais marcas de cosméticos da América Latina comunicam as suas iniciativas de sustentabilidade e responsabilidade social empresarial, levantamos as seguintes questões: (a) como é que os utilizadores das redes sociais interagem com o conteúdo de sustentabilidade divulgado pelas principais marcas de cosméticos da América Latina?, (b) que discursos utilizam essas marcas para evidenciar o seu compromisso com a sustentabilidade?, e (c) quais são as tensões e contradições implícitas nos discursos de sustentabilidade e responsabilidade social empresarial dessas marcas? Para responder a estas questões, analisamos quatro marcas bem estabelecidas na indústria de cosméticos latino-americana: Avon, Natura, O Boticário e Yanbal. Através de análises qualitativas e quantitativas, os resultados obtidos permitem-nos identificar as tensões decorrentes da tentativa das empresas de cosméticos em conciliar a procura do lucro com a promoção do desenvolvimento sustentável. Mais concretamente, argumentamos que o discurso sobre a sustentabilidade das principais marcas de cosméticos na América Latina é particularmente apelativo para o público quando destaca preocupações ambientais e menos quando se refere à sustentabilidade social. Além disso, demonstramos uma interação complexa de tensões que incluem a justaposição de três relações dialéticas neste discurso de sustentabilidade: a tensão entre sustentabilidade e capitalismo, entre o impacto empresarial e a agência do consumidor, e entre empoderamento e papéis de género. |
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