Uma aproximação à documentação fiscal em Portugal: fontes para o estudo da fiscalidade municipal direta na Idade Média (sécs. XV-início do XVI)

Em Portugal, a História Fiscal tem recebido pouca atenção por parte dos medievalistas. Um desinteresse que resulta, em larga medida, da escassez e dispersão cronológica das fontes fiscais disponíveis, devido à perda de muita da documentação produzida à época. No contexto das fontes de procedência mu...

ver descrição completa

Na minha lista:
Detalhes bibliográficos
Publicado no:URI:https://journals.openedition.org/comptabilites,
Autor principal: Rosa, Catarina
Formato: Article ou chapitre numérique
Idioma:Portugais
Publicado em: Comptabilités 2023
Assuntos:
Acesso em linha:Accès Université d'Orléans et IFPM
Descrição
Resumo:Em Portugal, a História Fiscal tem recebido pouca atenção por parte dos medievalistas. Um desinteresse que resulta, em larga medida, da escassez e dispersão cronológica das fontes fiscais disponíveis, devido à perda de muita da documentação produzida à época. No contexto das fontes de procedência municipal, esta carência é particularmente evidente, sendo exemplo disso o reduzido número de livros de registo relativos à arrecadação dos impostos diretos municipais (conhecidos por talhas e fintas) que chegaram até à atualidade, sobejando apenas um conjunto de cinco exemplares: três referentes ao Porto (1438; 1501; 1503); um para Loulé (1505); e um para Viana do Castelo (1517). Registos que, todavia, não esgotam o estudo desta fiscalidade, que pode também ser conseguido através da análise de fontes de tipologia diversa (capítulos de Cortes e cartas régias, principalmente). Com efeito, o presente texto pretende dar a conhecer a documentação disponível para o estudo da fiscalidade municipal direta em Portugal nos séculos finais da Idade Média, focando principalmente os seus aspetos formais, as suas condições de produção, o seu potencial e as suas limitações para o estudo desta problemática histórica.