Favelas como dano estético: mecanismos estatais de desvalorização de cultura e de memória no Rio de Janeiro
O presente trabalho visa investigar o processo de banimento cultural e simbólico que o Estado pode promover, apagando a história, a potência e a riqueza das produções artísticas de um grupo. Analisando o tratamento legal e institucional dado às favelas do Rio de Janeiro ao longo do tempo é possível...
Sábháilte in:
| Foilsithe in: | URI:https://journals.openedition.org/cecil, |
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| Príomhchruthaitheoir: | |
| Formáid: | Article ou chapitre numérique |
| Teanga: | Portugais |
| Foilsithe / Cruthaithe: |
Cahiers d’études des cultures ibériques et latino-américaines
2022
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| Ábhair: | |
| Rochtain ar líne: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Achoimre: | O presente trabalho visa investigar o processo de banimento cultural e simbólico que o Estado pode promover, apagando a história, a potência e a riqueza das produções artísticas de um grupo. Analisando o tratamento legal e institucional dado às favelas do Rio de Janeiro ao longo do tempo é possível perceber como o Estado criou e reforçou representações estigmatizantes dessa população e de seu modo de vida. Muito embora as favelas existam há mais de 120 anos, essas comunidades ainda são tratadas como precárias do ponto de vista material, temporal, jurídico e cultural. As favelas são apagadas dos mapas turísticos e até mesmo de documentos técnicos, as placas de sinalização da cidade silenciam sua existência. Essa negação também se dá no campo na arquitetura e da paisagem urbana. Mais do que o desvio de um sistema, a discriminação dos sujeitos de direito é práxis, uma ferramenta que fornece justificativas para a transcendência das antigas categorias de sujeitos. |
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