A lusofonia no interior da África Central na era pré-colonial. Um contributo para a sua história e compreensão na actualidade

A difusão da língua portuguesa em Angola, iniciada com a chegada dos portugueses no século XV, está estreitamente ligada ao comércio atlântico de escravos. Os principais impulsos dessa difusão partiram das cidades, feitorias e presídios portuguesas junto à costa e no hinterland. No entanto, atribuir...

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Bibliografische gegevens
Gepubliceerd in:URI:https://journals.openedition.org/cea,
Hoofdauteur: Heintze, Beatrix
Formaat: Article ou chapitre numérique
Taal:Portugais
Gepubliceerd in: Cadernos de Estudos Africanos 2016
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Omschrijving
Samenvatting:A difusão da língua portuguesa em Angola, iniciada com a chegada dos portugueses no século XV, está estreitamente ligada ao comércio atlântico de escravos. Os principais impulsos dessa difusão partiram das cidades, feitorias e presídios portuguesas junto à costa e no hinterland. No entanto, atribuir as raízes históricas da actual lusofonia em Angola única e exclusivamente aos portugueses e ao seu domínio colonial, seria incorrer num erro grosseiro e num simplismo inadmissível. Desde o século XVII que um grupo de africanos que adoptou elementos da cultura portuguesa – para além do vestuário, principalmente a língua falada e escrita – teve uma participação decisiva neste processo, não só no hinterland costeiro, mas a partir do início do século XIX também no interior profundo do continente, longe de qualquer influência directa dos portugueses. No interior do continente, este processo terminou após a conferência de Berlim e a criação do Estado Livre do Congo. Nos territórios ocidentais da Angola actual, o processo complexo, protagonizado por portugueses, luso-africanos e alguns africanos, criou no entanto as bases em que assenta a lusofonia posterior.