Da possibilidade do político na África lusófona. Alguns subsídios teóricos
Este artigo parte do entendimento de as transformações políticas ocorridas nas últimas décadas nos países africanos de língua oficial portuguesa constituírem processos complexos de recomposição que as análises correntes do político em África não captam de forma adequada, devido às percepções que lhe...
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| Dans: | URI:https://journals.openedition.org/cea, |
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| Auteurs principaux: | , , |
| Format: | Article ou chapitre numérique |
| Langue: | Portugais |
| Publié: |
Cadernos de Estudos Africanos
2016
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| Sujets: | |
| Accès en ligne: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Résumé: | Este artigo parte do entendimento de as transformações políticas ocorridas nas últimas décadas nos países africanos de língua oficial portuguesa constituírem processos complexos de recomposição que as análises correntes do político em África não captam de forma adequada, devido às percepções que lhes subjazem. Procedendo a um exame crítico dos conceitos do político em África que emergem da literatura internacional sobre a matéria, os autores optam pela procura de uma atitude heurística equilibrada. Esta rejeita as abordagens redutoras baseadas em supostas racionalidades, adoptando uma postura metodológica que ao estudar os processos de constituição e reconstituição dos espaços e dos actores políticos, não dá o político por adquirido. São duas as premissas teóricas desta opção: a primeira consiste na ideia de que a realidade social (portanto também a política) se constitui através da acção dos indivíduos; a segunda vê no político um processo em constituição permanente, não podendo, por isto, ser analisado como se fosse uma essência perene. |
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