Manuel de Figueiredo, atento leitor de Aristóteles e Corneille ou de como o desejo de verdade pode naturalmente conduzir ao inverosímil
“Eu quero escrever dramas úteis e verosímeis”, eis o repetido fito de Manuel de Figueiredo, ao longo dos seus quase 14 volumes de Teatro e vinte anos de leitura dos Antigos e Modernos (1756?-1777). Mas quantas tensões não esconde esta uniformidade? Mesmo depois de Francisco Coelho de Figueiredo lhe...
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| Udgivet i: | URI:https://journals.openedition.org/carnets, |
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| Hovedforfatter: | |
| Format: | Article ou chapitre numérique |
| Sprog: | Portugais |
| Udgivet: |
Carnets
2018
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| Fag: | |
| Online adgang: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Summary: | “Eu quero escrever dramas úteis e verosímeis”, eis o repetido fito de Manuel de Figueiredo, ao longo dos seus quase 14 volumes de Teatro e vinte anos de leitura dos Antigos e Modernos (1756?-1777). Mas quantas tensões não esconde esta uniformidade? Mesmo depois de Francisco Coelho de Figueiredo lhe ter editado postumamente a obra, M. de Figueiredo raramente foi lido e estudado. Das suas peças, só uma chegou aos palcos (e foi logo retirada de cena). Concebemo-lo como “académico” e imitador servil do classicismo, greco-latino ou francês. Mas Aristóteles e Corneille foram talvez a sua mais remota alavanca crítica, isto é, os autores que mais precocemente incentivaram nele a ponderação das relações paradoxais entre a Inverosimilhança e a Verdade, a Arte e a Realidade, a Literatura e a Dramaturgia. |
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