Petits tours: representações do circuito turístico em Lawrence Durrel, David Lodge e Didier van Cauwelaert

O grand tour cedeu, progressivamente, lugar a pequenos circuitos. As grandes paisagens inexploradas quase desapareceram. Ao grande aristocrata sucedeu o turista. O contacto com os autóctones não passa de um simulacro, amiúde encenado para conferir cor local. O exotismo desapareceu e a aventura acant...

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Dettagli Bibliografici
Pubblicato in:URI:https://journals.openedition.org/carnets,
Autori principali: Correia, Isabel Peixoto, Silva, Sandra Raquel
Natura: Article ou chapitre numérique
Lingua:Portugais
Pubblicazione: Carnets 2018
Soggetti:
Accesso online:Accès Université d'Orléans et IFPM
Accès Université d'Orléans et IFPM
Descrizione
Riassunto:O grand tour cedeu, progressivamente, lugar a pequenos circuitos. As grandes paisagens inexploradas quase desapareceram. Ao grande aristocrata sucedeu o turista. O contacto com os autóctones não passa de um simulacro, amiúde encenado para conferir cor local. O exotismo desapareceu e a aventura acantona-se em actividades radicais – ou, até, na esfera virtual. À semelhança da rainha Charlotte, para quem a contemplação do quadro expressamente encomendado a Johann Zoffany, The Tribuna of the Uffizi, substituía a visita in loco à galeria florentina, os turistas a que faremos referência, a partir de três narrativas de Lawrence Durrell, David Lodge e Didier Van Cauwelaert, contentam-se em consumir os roteiros, as paisagens e a gastronomia de locais-bilhete postal. Em contrapartida, este tipo de férias propicia o estudo atento dos companheiros de viagem, pelo que a análise antropológica e sociológica se centra no homo turisticus (Lipovetsky) e constitui uma heterotopia (Foucault).