Da poética inter-artes ao zapping cultural...
Haverá, porventura, suporte mais relevante para o mito literário do que as artes figurativas? Longe de se reduzirem a meras ilustrações, elas conferem-lhe, como texto “outro”, uma expressão inédita, passível de esclarecimento de um qualquer detalhe que a ‘versão’ literária negligenciou. Assim é que...
Sábháilte in:
| Foilsithe in: | URI:https://journals.openedition.org/carnets, |
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| Príomhchruthaitheoirí: | , |
| Formáid: | Article ou chapitre numérique |
| Foilsithe / Cruthaithe: |
Carnets
2018
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| Ábhair: | |
| Rochtain ar líne: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Achoimre: | Haverá, porventura, suporte mais relevante para o mito literário do que as artes figurativas? Longe de se reduzirem a meras ilustrações, elas conferem-lhe, como texto “outro”, uma expressão inédita, passível de esclarecimento de um qualquer detalhe que a ‘versão’ literária negligenciou. Assim é que a iconografia esteve, desde os tempos primordiais eliadianos, ao serviço da mitologia… Suportes não literários, as inter-artes, que não deixam de se assumir, no âmbito dos estudos comparatistas, como um veículo essencial de expansão e de ‘modernização’ incessantes do mito, tendem para os jogos interactivos, praticando um sincretismo por vezes brutal e amalgamando substratos míticos heterogéneos. Não tenderia a especificidade da literatura “tout court” a delir-se paulatinamente se não fosse esta globalização da cultura e esta universalização de uma linguagem plural? |
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