Proibição da Maconha: racismo e violência no Brasil
O artigo analisa a mais importante droga ilícita consumida no Brasil, a maconha, tratada a partir da história de sua estigmatização como planta associada às tradições afrobrasileiras e, portanto, alvo de campanhas proibicionistas racistas da medicina do início do século XX. A história da maconha no...
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| Publicat a: | URI:https://journals.openedition.org/cal, |
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| Autor principal: | |
| Format: | Article ou chapitre numérique |
| Idioma: | Portugais |
| Publicat: |
Cahiers des Amériques latines
2020
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| Matèries: | |
| Accés en línia: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Sumari: | O artigo analisa a mais importante droga ilícita consumida no Brasil, a maconha, tratada a partir da história de sua estigmatização como planta associada às tradições afrobrasileiras e, portanto, alvo de campanhas proibicionistas racistas da medicina do início do século XX. A história da maconha no Brasil se manifesta em três dimensões diferentes: a dos usos industriais, a dos usos medicinais e a dos usos como forma de lazer, em contextos clandestinos e de ilicitude e vinculada aos mecanismos de coerção, repressão e controle das camadas populares subalternas, especialmente por um viés racial, evidente no encarceramento e nas vítimas de homicídios. A violência associada às drogas no Brasil é causada não pelos efeitos farmacológicos das drogas ilícitas, mas pelo contexto criado pela proibição que desencadeou uma “guerra às drogas”, cujos resultados são desastrosos. A crise do paradigma proibicionista em âmbito internacional, com a legalização da maconha no Uruguai, Canadá e estados dos EUA, coloca ao Brasil o desafio de debater a legalização e regulação essa planta, o que diminuiria os danos causados pela violência da sua proibição e do seu tráfico clandestino. |
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