“O que eu quero é uma revolução!”: a performatividade de uma palavra de ordem
Este artigo, escrito na primeira pessoa, parte do meu testemunho pessoal, da vivência enquanto cidadã e investigadora social, sobre o ambiente vivido desde 2008 até à atualidade em Portugal, em especial na cidade de Lisboa mas, também, abordando pontualmente alguns exemplos do Porto, Guimarães ou Év...
Sparad:
| I publikationen: | URI:https://journals.openedition.org/cadernosaa, |
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| Huvudupphovsman: | |
| Materialtyp: | Article ou chapitre numérique |
| Språk: | Portugais |
| Publicerad: |
Cadernos de Arte e Antropologia
2015
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| Ämnen: | |
| Länkar: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Sammanfattning: | Este artigo, escrito na primeira pessoa, parte do meu testemunho pessoal, da vivência enquanto cidadã e investigadora social, sobre o ambiente vivido desde 2008 até à atualidade em Portugal, em especial na cidade de Lisboa mas, também, abordando pontualmente alguns exemplos do Porto, Guimarães ou Évora: um contexto de crise social, económica e política que tem vindo a reactualizar e a restaurar algumas características do imaginário revolucionário do 25 de Abril de 1974, que se apresenta como um “guião” pronto a usar mas, também, a reinventar e questionar. Este ambiente criado (Harvey 2008), vivido e sentido pelo cidadão na sua relação com o espaço público — de que fazem parte as ruas, os espaços culturais, as redes sociais na internet — contém hoje uma intensa performatividade, que é pontuada pela emergência de manifestações a(r)tivistas de base performativa (com diversos graus de mobilização da transformação social), mas também de processos de apagamento ou silenciamento institucional das mesmas. É essa dialéctica que procurarei analisar neste testemunho, cuja base assenta essencialmente da observação “empírica” que decorre da minha vivência quotidiana e da minha experiência como “espetadora”. |
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